quinta-feira, 14 de junho de 2012

Seu Bento e o Lobisomem

A minha rima de cordel
Pra vocês eu vou falar
Eu escrevo num papel
Para eu poder rimar
Fernando e Rafael
Rimando pra te encantar

Essa rima eu criei
Bem pertinho da montanha
Eu e meu mano Fernando
Vamos ralar Caju e Castanha
Todo mundo entrou na dança
Até uma grande aranha.

É rimando e cantando
Até o dia amanhecer
Nossa rima é tão boa
Que vai fazer o chão tremer
De tanto você ler a rima
Você vai enlouquecer

Nós vamos cantar e rimar
Pra você ficar doidão
Sua cabeça vai crescer
E estourar que nem balão
E é nesse ritmo doido
Que vamos tremer o chão

E é nesse clima bom
Que nós vamos começar
A história de seu Bento
Pra vocês eu vou cantar
Pois um grande lobisomem
Seu Bento tentou matar

Foi numa noite estranha
Que a luz pôs-se a brilhar
Um uivado de lobisomem
Que todos começaram a escutar
E seu Bento, bem esperto,
Sua arma foi pegar

Colocou balas de prata
E o monstro foi caçar
Mas de tão velho que era
Não ia conseguir atirar
Mas com o coração valente
Foi pro mato pra matar

Mas o velho mal sabia
Que o monstro estava a lhe esperar
Pois até o barulho do gatilho
O monstro conseguiu escutar
E já se antecipou
Para o velho não o matar

Chegando na mata
O velho encontrou
O monstro feroz
Que pra cima dele pulou
Mas o velho ouviu o barulho
E no chão se jogou

O velho era espero
E muito inteligente
Pois tinha um palito da sorte
Preso no meio do dente
Porém o monstro nem ligou
E matou o velho carente.


Poema escrito para a exposição de livretos de cordel, pelos alunos Fernando Henrique e Rafael Silva (7ª série/ 8º ano), durante as aulas de Língua Portuguesa da Prof. Marília.

Cordel do Maria


Aqui, com minha amiga Daniella,
Olha só, vou te falar
Nós vamos fazer um cordel
A gente vai arrasar
Vamos, vamos
Para ver no que vai dar.

Olha só, olha só
Eu aqui fazendo uma rima
Com minha amiga
Os lápis vamos pegar
Para poder começar
Só quero ver quem vai nos "ralar".

Quando chego no Maria
Faço minha lição
Depois vou pro intervalo
Pra comer meu macarrão
Volto toda alegre pra sala
Pra aprontar de montão.

Ô Maria, Ô Maria!
Maria minha vida
Maria minha paixão
Maria, nome da escola
Maria do meu coração
Ô Maria, Ô Maria!

Quem sai do Maria
Sempre quer voltar
Porque nesta escola
A alegria está no ar
Mas quando quiser voltar
Terá que mostrar que vai estudar!


Poema escrito para a exposição de livretos de cordel, pelas alunas Daniella Vieira e Elane Bezerra (7ª série/8º ano), durante as aulas de Língua Portuguesa da Prof. Marília

Adão e Eva


No meio do cangaço
Surgiu um romance então
Era muito bonito
Entre Eva e Adão
Eva era linda
E Adão chamava a atenção



Eva se sentia
Adão só pensava
"Vou pegar essa guria"
Quando ele passava
Ela se achava
Mas queria ser amada.



Um dia, então
Adão disse a Eva:
"Vamos jantar à luz de velas?"
Quando se declarou a ela Adão
Eva teve uma ideia
"Vamos nos mudar para o sertão!"



Adão disse que não
Eva perguntou o porquê
"Eva, querida, terra do mamão..."
"Mas o que tem a ver?"
"Para nossos filhos aqui temos
Onde crescemos e vivemos".



Eles iriam se mudar
Mas com uma condição
Adão queria se casar
Eva pensou então
"Ser feliz é mais importante"
E brindaram com um espumante.


Poema escrito para a exposição de livretos de cordel, pelas alunas Beatriz Varjão e Karina Soares (6ª série/7º ano), durante as aulas de Língua Portuguesa da Prof. Marília.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Destino Imprevisível

Deixada de lado
Coração despedaçado
Romance alertado
Esquecer do passado
Seguir em frente
Talvez ser imprudente

Cantar outra vez
Inovar com rapidez
Amar por três
Jogar xadrez
Viver a dois
Sem deixar pra depois

Venha depressa
E venha sem demora
Não deixe pra depois
O que se pode fazer agora
Palavras já ditas
Estarão sempre na memória

Coração arrancado
Um dia maltratado
Enfim restaurado
Sendo ativado
Novamente alertado
Em busca de um novo pecado

Quero viver a vida
O aqui e o agora
Para ser feliz com você
Construindo minha história
Um destino imprevisível
Mas nunca impossível.


Poema escrito pelas alunas Beatriz Melo e Tifany Sousa, da 7ª série (8º ano), nas aulas de Hora da Leitura, a partir da proposta de criação de um livreto de cordel.

Opiniões alheias e opiniões próprias

A cultura popular do Brasil exerce uma grande influência sobre a população, através de lendas, histórias, superstições e etc. São fatos do passado ou até mesmo histórias de pessoas que dão origem a superstições ou lendas urbanas.

Pessoas que acreditam em superstições vivem uma vida com receios e cheia de limitações. São inúmeras as lendas e tipos de superstições que viram até síndromes. Principalmente, quem não acredita, ou seja, quem não é influenciado por lendas, vive recusando qualquer outro tipo de ideia que não seja a dele.

Geralmente, todas as pessoas têm algum tipo de superstição na qual acreditam. Na vida, é preciso ter algo que fuja dos padrões, como, por exemplo, acreditar em lendas para descontrair.

O folclore brasileiro é recheado de lendas que envolvem superstições,  nas quais muitos acreditam e que fazem parte da vida de muitos. Porém, isso não é apenas típico do Brasil, e sim de várias partes do mundo.

Superstições que envolvem familiares, azar e até mesmo a si próprio, podem virar obsessões e paranóias. Contudo, devemos enxergar o mundo de diferentes formas, fugindo do que o próximo pensa, e defendendo sua opinião, sabendo-se que muitos irão concordar e outro discordar!


Texto produzido nas aulas de Língua Portuguesa, pela aluna Adiel Beatriz Queiroz de Souza, do 1º ano do Ensino Médio. A proposta era discorrer sobre o tema: "Como as superstições, lendas e cultura popular podem ser positivas e, ao  mesmo tempo, prejudicar os que nela acreditam?"

Quando a cultura vira um problema

Lendas, mitos e superstições são pequenas coisas que criam uma base cultural de um lugar ou região. Lendas urbanas, como a da "loira do banheiro" ou até superstições do tipo em que se deixar o chinelo virado um parente morre, servem muitas vezes para assustar uma pessoa ou até mesmo para ver a importância que damos a alguém.

Não existe nenhum problema em criar lendas, o problema mesmo está no fanatismo da pessoa que pode acreditar. 

Um exemplo de fanatismo perigoso aconteceu em 1999, quando todas as pessoas acreditavam que o mundo realmente acabaria em 2000. Hoje estamos no ano de 2012 e se forem ver a quantidade de pessoas que tiraram sua vida, largaram um emprego e fizeram outras coisas sem pensar, devem estar olhando hoje para o passado e tentando entender tudo.

Estamos em um ano de "profecia" e tenho certeza de que muitas pessoas já cometeram loucuras por temer o acontecimento de uma lenda ou profecia.

Para concluir, lendas enriquecem nossa cultura, mas nós não podemos ter fanatismo em algo que não é verdadeiro, senão essa parte da cultura pode se tornar um problema. 



Texto produzido nas aulas de Língua Portuguesa, pela aluna Andressa Galvão, do 1º ano do Ensino Médio. A proposta era discorrer sobre o tema: "Como as superstições, lendas e cultura popular podem ser positivas e, ao  mesmo tempo, prejudicar os que nela acreditam?"