Pra vocês eu vou falar
Eu escrevo num papel
Para eu poder rimar
Fernando e Rafael
Rimando pra te encantar
Essa rima eu criei
Bem pertinho da montanha
Eu e meu mano FernandoVamos ralar Caju e Castanha
Todo mundo entrou na dança
Até uma grande aranha.
É rimando e cantando
Até o dia amanhecer
Nossa rima é tão boa
Que vai fazer o chão tremer
De tanto você ler a rima
Você vai enlouquecer
Nós vamos cantar e rimar
Pra você ficar doidão
Sua cabeça vai crescer
E estourar que nem balão
E é nesse ritmo doido
Que vamos tremer o chão
E é nesse clima bom
Que nós vamos começar
A história de seu Bento
Pra vocês eu vou cantar
Pois um grande lobisomem
Seu Bento tentou matar
Foi numa noite estranha
Que a luz pôs-se a brilhar
Um uivado de lobisomem
Que todos começaram a escutar
E seu Bento, bem esperto,
Sua arma foi pegar
Colocou balas de prata
E o monstro foi caçar
Mas de tão velho que era
Não ia conseguir atirar
Mas com o coração valente
Foi pro mato pra matar
Mas o velho mal sabia
Que o monstro estava a lhe esperar
Pois até o barulho do gatilho
O monstro conseguiu escutar
E já se antecipou
Para o velho não o matar
Chegando na mata
O velho encontrou
O monstro feroz
Que pra cima dele pulou
Mas o velho ouviu o barulho
E no chão se jogou
O velho era espero
E muito inteligente
Pois tinha um palito da sorte
Preso no meio do dente
Porém o monstro nem ligou
E matou o velho carente.
Poema escrito para a exposição de livretos de cordel, pelos alunos Fernando Henrique e Rafael Silva (7ª série/ 8º ano), durante as aulas de Língua Portuguesa da Prof. Marília.




